Pandemia afetou doações de sangue, que Senado busca incentivar

Pandemia afetou doações de sangue, que Senado busca incentivar

AdrianeMartins | Notícias

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A pandemia do coronavírus impactou de forma negativa a doação de sangue na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB). O movimento de doadores nos cinco primeiros meses de 2021 está menor que nos últimos dois anos.

A média entre janeiro e maio deste ano está em 142 doações por dia. No mesmo período do ano passado, essa média era mais alta, de 154 doações, enquanto que nos cinco primeiros meses de 2019, o número de doações era maior ainda, de 168 por dia. O número atual corresponde a uma redução de 8% com relação a 2020 e de 15,5% com relação a 2019.

Em 10 de junho, o estoque de sangue no Hemocentro de Brasília encontrava-se crítico para o tipo O- (mais raro); baixo para os tipos B-, AB- e O+; e regular para os tipos B+, AB+, A+ e A-.

Nesta segunda-feira (14), comemora-se o Dia Mundial do Doador de Sangue. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar da importância da conscientização quanto à necessidade da doação de sangue e como uma forma de agradecimento aos doadores.

Mas, afinal, por que doar sangue? Qual a importância de doar sangue?

— Sangue é extremamente necessário para pessoas que passam por grandes cirurgias, como transplantes, pessoas em tratamento contra o câncer e pacientes que estão tratando complicações da covid-19. Apesar dos avanços da medicina e das tecnologias, não existe medicamento que substitua as células do sangue. É por isso que esse gesto solidário é essencial — responde a chefe da Seção do Ciclo do Doador da FHB, Anne Ferreira.

E o que é necessário para doar sangue? Os critérios para se tornar um doador estão descritos nos sites de todos os hemocentros do país e no site do Ministério da Saúde. Há, porém, requisitos básicos que devem ser observados pelos doadores.

— O voluntário precisa estar bem de saúde, descansado e bem alimentado para doar sangue. O processo todo, do cadastro à coleta do sangue, leva entre 60 e 90 minutos. Tirar esse tempo para salvar vidas é fundamental atualmente — observa a chefe da Seção do Ciclo do Doador da FHB.

Anne Ferreira esclarece ainda que algumas condições de saúde demandam transfusões frequentes, a exemplo de pessoas que têm doenças hematológicas.

— Para minimizar o risco de reações adversas, o sangue doado passa por uma análise aprofundada chamada fenotipagem, ou seja, identificação de mais características além dos conhecidos grupos ABO e fator Rh, conhecidos popularmente como tipo sanguíneo

Tempos de covid-19

Candidatos à doação de sangue que foram infectados por covid-19, após diagnóstico clínico ou laboratorial, deverão ser considerados inaptos por um período de 30 dias após a completa recuperação.

Já os candidatos à doação que tiveram contato, nos 14 dias anteriores à doação, com pessoas infectadas pelo novo coronavírus, deverão ser considerados inaptos por 14 dias após o último contato.

Quem permaneceu em isolamento voluntário ou indicado por equipe médica devido a possível infecção pelo novo coronavírus deverá ser considerado inapto pelo período que durar o isolamento (no mínimo, 14 dias), se estiver assintomático.

Por sua vez, os candidatos à doação que tenham viajado para países com transmissão local, e que tiveram confirmada infecção pela covid-19, serão considerados inaptos por 14 dias após o retorno desses locais. Para esse critério, serão consideradas as informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde.

Profissionais de saúde e de outras categorias, que tenham pacientes com suspeita ou diagnóstico de covid-19, estão aptos para doar se forem afastados do atendimento a esses pacientes por mais de 14 dias. Já os profissionais de saúde da linha de frente que tiveram covid-19 estarão aptos para doar 30 dias após sua recuperação.

Fonte: Agência Senado