Líder do Cidadania requer relatoria da CPI dos Medicamentos na Câmara de Cuiabá

Líder do Cidadania requer relatoria da CPI dos Medicamentos na Câmara de Cuiabá

AndreaHaddad | Cidades

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Líder da maior bancada da Câmara de Cuiabá junto com o PV, o Cidadania, o vereador Marcos Paccola, requereu o cargo de relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos medicamentos. Na sessão desta terça (4), ele revelou que coloca o nome à disposição para manter o equilíbrio entre a base do prefeito Emanuel Pinheiro e os parlamentares independentes ou de oposição. Colegas independentes também argumentam que Paccola participou do flagrante da Central de Regulação, onde foram apreendidos remédios e leite em pó vencidos.

“Quero ser relator da CPI dos Medicamentos por dois fatores. Primeiro porque o Cidadania tem junto com o PV a maior bancada, conforme está previsto no Regimento Interno, e segundo porque eu era um dos vereadores que estavam no flagrante e isso daria equilíbrio entre as forças na Câmara para não ser taxada de CPI ‘basista’ ou que vai proteger o Executivo”, disse em entrevista ao IdeaisMT.

Paccola defende um vereador da base aliada de presidente, posto que será ocupado por Lilo Pinheiro (PDT), autor do requerimento de abertura da CPI, um relator da oposição e um membro da bancada independente. “Neste caso vai ficar equilibrada”, comenta.

A CPI foi proposta para apurar a aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos e insumos pela Secretaria Municipal de Saúde após vereadores de oposição flagrarem centenas de produtos vencidos no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC). A CPI proposta por Lilo Pinheiro foi lida na sessão virtual da última terça-feira.

A Comissão foi proposta quatro dias após os vereadores de oposição Diego Guimarães (licenciado), Maysa Leão e Paccola, todos do Cidadania, flagrarem centenas de produtos vencidos.

Conforme o regimento da Casa, após ser lida em plenário, a propositura é encaminhada para parecer da Procuradoria Legislativa.

Assim que aprovada, no prazo de 48 horas deve “ser publicada a resolução de sua constituição, especificando o fato a ser investigado e os nomes dos vereadores que a compõem”.

Um inquérito foi aberto pela Delegacia de Combate à Corrupção, da Polícia Civil, para apurar o assunto e será conduzido pelo delegado Eduardo Botelho, titular da unidade.

Convocada à Câmara de Cuiabá para prestar esclarecimentos, a secretária de Saúde Ozenira Félix disse que já investigava o problema e que o flagrante dos vereadores atrapalhou a investigação da prefeitura. Ela denunciou ser vítima de racismo. O caso também deve ser acompanhado pelo Ministério Público Estadual (MPE).